quinta-feira, 29 de março de 2012

Crescendo e... desaprendendo!





Engraçado, quando a gente vai crescendo tudo parece encolher, até que some.. 
e os seus pais, a sua casa, sua escola, tudo fica tão pequeno.. e o dia, todo recheado, agora parece tão menor.. sem falar que até o sabor das coisas mudam.. o gosto do chicletes, da bolachinha, do leite com chocolate, nunca mais vai ser o mesmo. E você passa a alcançar todos os potes, que antes eram mágicos, e que agora são vazios.

O seu choro muda, porque você o engole, seu aniversário chega muito mais rápido, mas sem a mesma expectativa... E a gente? Aprende a ser ruim, querer guardar mágoa, coisa que a gente nem pensava em fazer quando criança.

E se a gente tentasse ser criança, um pouquinho por dia? Quem sabe a alegria brotasse num sorriso no canto da boca. E se a gente trouxesse um pouco de descoberta, de perguntas, de euforia. E se a gente amasse como antes? E se a gente não deixasse ninguém boicotar os nossos sonhos, nem dizer que eles são grandes de mais? E se nos deixássemos conquistar novas amizades? E se a gente olhasse no espelho por nossos olhos, não nesses que nos colocam? E se a gente não tivesse medo, nem vergonha de errar? E se não virássemos o centro de tudo?

As vezes, levaríamos um choque, ou cairíamos de algum degrau, lambuzaríamos as mãos, escorregaríamos na chuva... Mas se estamos aqui, hoje, é justamente por termos passados por esses inevitáveis acidentes.

Estranho é que a gente cresce, vive num mundo tão pequeno e vai se cercando ainda mais, e por achar que está aprendendo, desaprende. 

Só é bom crescer e envelhecer quando se mantém. 

Pessoas interessantes mesmo são como presentes embrulhados em mil papéis, uma caixa dentro da outra, mas que no centro, a surpresa está intacta, e a sensação de encontrá-la é que lhe dará o real valor. 

Quando a gente vai crescendo tudo parece encurtar, até que 
fim.

N.

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