quinta-feira, 26 de maio de 2011
O que me dói
O que dói mesmo não são as tristes palavras,
nem meu choro ou pranto, ou memória,
nem o desespero ou desencanto,
o que me dói é esse medo que eu engulo,
todo dia, dia todo.
e não há como digerir, corrói.
Para essa dor não há remédio,
E muito ferem essas palavras engolidas,
esses sentimentos tragados,
esses goles de indiferença.
Não é a falta de amor,
que me dói,
é a sobra dele,
em mim,
só,
sem espelho,
sem recíproca
sem história,
sem verso, nem rima,
sem volta.
(Noemi C Prado)
Pintura Óleo sobre papel t. A3
terça-feira, 24 de maio de 2011
Suave
E ao pairar suave de suas pálpebras
uma e outra gota, como orvalho,
somando-se transbordavam,
já não podendo mais suportar
o peso e o aperto da saudade.
E na mistura que não se entende
de tristeza e felicidade
por aqueles rios desciam
fios de lembranças sutis,
semente fértil em terra seca.
E ao pairar suave de suas pálpebras
daqueles olhos agora risonhos,
marejando sonhos, camuflando a dor,
naqueles olhos de furia e paz
daqueles olhos, embebidos de amor.
E na mistura que não se entende,
de veludos e espinhos,
só se percebeu o amor em quem por alguém
nas próprias lágrimas se banhou,
e enxugou-se na poesia do destino.
(Noemi C. Prado)
Desenho Lapis de cor e papel sulfite t. a4
Desenho Lapis de cor e papel sulfite t. a4
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Navegante..
Ah! o pensar..
Existe algo mais leve que pensar? Você nem quer, nem programou isso, simplesmente é um vento que leva plumas. Pensar é o subir das velas nessa corrente intensa, flutuar, sem imaginar um destino, pensar é mesmo um viajar que não te impõe caminhos. É livre. E lá se vai, o barco do imaginário, fluido, alternando-se, deslizando.
Mas e o dizer? Falar?
Ah, palavras.. Sabe o perigo da palavra dita? Não? Palavra é um decreto, possui em si mil formas, e entendê-la? Como é difícil. Seus significados, suas interpretações... Ela é pesada, isso, pesada nessa ambiguidade toda. Como se ela tomasse vida após o abrir dos lábios. Ao escolher uma você massacra todas as outras.. Temos então que portarmo-nos como bons navegadores da palavra.
É preciso saber o itinerário, é preciso escolher o caminho, é preciso tempo. Por isso, falar dói tanto em muitas pessoas. O peso de ser julgado pelo dito às vezes cala muitos que sabem o destino, outras, deixam muitos sem nunca encontrar a areia por massacrar a quem tem medo de falar. Mas, tomemos as leves ondas do pensamento, para que não doa em nossas costas o peso da própria palavra.
Falar é Ancorar!
É preciso. É eficaz, você transporta algo paradoxal, e está em si mesmo escolher entre o preciso, bom, novo, inteligente, aconchegante, caloroso, calmante, conselheiro, e o desnecessário, tolo, hipócrita, enganador, mentiroso, inconsequente, vazio.
Dizer é escolher entre um abraço ou um desprezo, um cuspe ou um beijo. É fixar-se, fundar-se a cada uma das palavras naquilo que realmente você é. Você todo é palavra. Para isso, falemos com segurança, empatia, e deixemos que nossos ouvidos refinem o que ouvimos. Afinal, nem todo mundo sabe para onde seu barco destina, outros viajam muito, sem deveras ir à lugar algum.
(Noemi C. do Prado)
Desenho - Grafite sobre papel liso (75g/m²) t. A4
Felicidades
Passo a passo, com a cabeça desvairando em infinitos pensamentos tropeça em uma lajota, na calçada por onde caminhava. Surpreendeu-a mais que o susto, o sono desse um senhor que ali dormia, suavemente, como se não houvesse ruído algum dessa inquietação cotidiana.
Ainda que rapidamente, pode observar que os pés do homem, calçados por uma sandália de couro muito frouxa, acomodava os variados calos e feridas, algumas sangrando. Tudo isso, em um simples retrato instantâneo, que em questão de segundos pintou-se na memória.
Foi rápido. Voltou rápido. Pelo mesmo caminho. Questão de minutos. De longe pode ver que o homem acordara, estava sentado, no mesmo lugar, olhando a tudo o que passava.
Para ela, não haveria senão desespero, ou medo, ou fome, ou dor, impresso naquele rosto. Mas ao aproximar-se, naqueles preocupados e apressados passos, o senhor lhe acenou e com um grande sorriso falou algo que ela não conseguiu compreender completamente. Mas sentiu-se feliz. Muito feliz. Estava agora mergulhada em infinitos pensamentos.
No antagônico tempo em que todos buscam a felicidade, sem sequer saber o que se quer. Não é que as feridas e o estômago do homem na calçada não doiam, nem sua história era sabida, mas naquele momento, talvez impensada sua ação, fê-la acordar para aquele dia em que não sabia que a felicidade é dom, é maneira de ver, é o modo em que se é. E ainda quando não tiver nada, a sua vida ainda lhe será o mais maravilhoso presente de Deus. E quando se for, para sempre, quando a vida se consumir ficarão marcas eternas, no chão por onde caminhou, onde suas mãos trabalhou, eternizando-se em infinitas mentes, em infinitas artes.
Felicidade não é concreta. Felicidade não se vê só pelos olhos. Felicidade é êxtase de almas, é um abrupto som, é o climax, felicidade é transformar-se, é adaptar-se. Felicidade não precisa ser enlatada, é e pronto. Mas, está enganado quem acredita encontrá-la fora de si.
E no emaranhado de seus "eus"encontrou a felicidade. Na gratidão a Deus pela vida, pela possibilidade de estar aqui, afinal, sua existência nunca foi, nem será em vão.
Intensifique-se, deslumbre-se, exista de verdade, marque, embora que, temporariamente.
(Noemi C. Prado)
Fotografia - El sueño - Acervo próprio. Retratada em Assunção, PY em 2008
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Se Van
Y se van los días...
rompiendo los sueños,
cosiendo histórias,
girando al viento,
Y se van los años...
borrando rostros risueños
trazando caminos ajenos,
llevando sentimientos pequeños...
Y se van las estaciones,
Y se van las gentes,
para no sé donde,
vienen, y se van...
Mariposas de la memória..
...(Noemi C. Prado)
Voo da liberdade - Grafite sobre papel t,A4
rompiendo los sueños,
cosiendo histórias,
girando al viento,
Y se van los años...
borrando rostros risueños
trazando caminos ajenos,
llevando sentimientos pequeños...
Y se van las estaciones,
Y se van las gentes,
para no sé donde,
vienen, y se van...
Mariposas de la memória..
...(Noemi C. Prado)
Voo da liberdade - Grafite sobre papel t,A4
Ser
Sou fruto de reflexões..
sou incógnita, sou razão,
sou produto de equações
sou artista, sou canção
sou filha das emoções...
sou natural, sou inspiração,
sou fugitiva dos padrões
sou primavera, sou paixão,
sou verdades e contraposições,
sou fraca, sou multidão,
sou pintora de composições
sou matizes, sou visão,
sou personagem de ficções
sou ápice, sou o vão,
sou tocar dos carrilhões,
sou trevas, sou iluminação,
sou povoada de ilusões,
sou amor, sou gratidão,
sou efeito de estações,
sou aprendiz, sou borrão,
sou paradoxo de concepções
sou caridade, sou perdão,
sou explosão de transformações,...
...(Noemi C. Prado)
A dor do menino - Grafite sobre papel debret t. A3
sou incógnita, sou razão,
sou produto de equações
sou artista, sou canção
sou filha das emoções...
sou natural, sou inspiração,
sou fugitiva dos padrões
sou primavera, sou paixão,
sou verdades e contraposições,
sou fraca, sou multidão,
sou pintora de composições
sou matizes, sou visão,
sou personagem de ficções
sou ápice, sou o vão,
sou tocar dos carrilhões,
sou trevas, sou iluminação,
sou povoada de ilusões,
sou amor, sou gratidão,
sou efeito de estações,
sou aprendiz, sou borrão,
sou paradoxo de concepções
sou caridade, sou perdão,
sou explosão de transformações,...
...(Noemi C. Prado)
A dor do menino - Grafite sobre papel debret t. A3
Auto-retrato
Ah, a minha vida se constrói
de infinitas reticências ...
suspensas, esparsas,
transparentes e permeadas
de sonhos, invisíveis a vocês
meros existentes,
se constrói de sangue borbulhante,
de doce e amargo,
de "um que" que se não entende,
se constrói para sempre,
vida, vida... quanto silêncio eloquente,
quantas horas passadas,
vertidas em nada,
vida que passa como relâmpago
pelo senhor tempo,
grandioso e infinito...
e que se vai, não deixando nada,
não levando nada.
ah, a minha vida se constrói
de infinitas reticências ...
indigestas, incompreensíveis,
imprevisíveis e incoerentes.
...(Noemi C. Prado)
Auto-retrato - Pastel Seco sobre papel debret t.A3
de infinitas reticências ...
suspensas, esparsas,
transparentes e permeadas
de sonhos, invisíveis a vocês
meros existentes,
se constrói de sangue borbulhante,
de doce e amargo,
de "um que" que se não entende,
se constrói para sempre,
vida, vida... quanto silêncio eloquente,
quantas horas passadas,
vertidas em nada,
vida que passa como relâmpago
pelo senhor tempo,
grandioso e infinito...
e que se vai, não deixando nada,
não levando nada.
ah, a minha vida se constrói
de infinitas reticências ...
indigestas, incompreensíveis,
imprevisíveis e incoerentes.
...(Noemi C. Prado)
Auto-retrato - Pastel Seco sobre papel debret t.A3
Castelo de Areia
E a onda veio
Antes do meu castelo findar...
Onda, onda cheia,
Castelo, castelo de areia...
Quisera o castelo;
Também o quis o mar,
Oh mar! O meu castelo
Vieste desmanchar...
E agora restou a areia,
Molhada de água,
Água salgada,
Água do mar...
E com as mãos cansadas
Com o que sobrou na areia
Torno a edificar...
O meu castelo...
Castelo de areia,
Areia do mar,
Castelo de sonhos,
Sonhos de amar
Onda, onda cheia,
Castelo, castelo de areia...
...(Noemi C. Prado)
Pastel seco sobre papel Debret t.A3
Antes do meu castelo findar...
Onda, onda cheia,
Castelo, castelo de areia...
Quisera o castelo;
Também o quis o mar,
Oh mar! O meu castelo
Vieste desmanchar...
E agora restou a areia,
Molhada de água,
Água salgada,
Água do mar...
E com as mãos cansadas
Com o que sobrou na areia
Torno a edificar...
O meu castelo...
Castelo de areia,
Areia do mar,
Castelo de sonhos,
Sonhos de amar
Onda, onda cheia,
Castelo, castelo de areia...
...(Noemi C. Prado)
Pastel seco sobre papel Debret t.A3
Metamorfose Obscura
Espero que o espelho mude
que grite com franqueza
você homem imundo...
egoísta e impotente,
não vê a sua fraqueza,
não vê a sua baixeza,
você homem infecundo...
que grite com franqueza
você homem imundo...
egoísta e impotente,
não vê a sua fraqueza,
não vê a sua baixeza,
você homem infecundo...
efêmero,
calculista, imponente,
não nota a sua aspereza,
não nota a sua frieza,
você homem moribundo..
individualista, incoerente,
não merece boa ventura,
não merece soltura.
calculista, imponente,
não nota a sua aspereza,
não nota a sua frieza,
você homem moribundo..
individualista, incoerente,
não merece boa ventura,
não merece soltura.
Para você, homem,
do nada oriundo,
aqui é a sua prisão,
o tempo o escraviza,
a realidade o pressiona,
e você já não vê razão,
não lhe resta um segundo...
Mas você, homem,
reflita como é infundo
o que transformou sua mão,
o que cria e preconiza,
é momentâneo, emociona,
mas, desmedia é a sua perdição.
Guerras, armas, destruição,
mortes, discriminação e dores,
fome, pestes, conspiração,
perseguições, violência, rumores..
Você, ser racional, homem,
esta do poço em seu fundo,
você, causou a sua extinção,
com suas palavras suaviza
o impacto da degradação..
você tem medo de si mesmo,
seu espelho sente sua angústia,
nas suas noites se confunde
com o monstro em que se tornou.
Você?
É o desequilíbrio do mundo.
(Noemi C. Prado)
Canetas porosas sobre papel sulfite t. A4
do nada oriundo,
aqui é a sua prisão,
o tempo o escraviza,
a realidade o pressiona,
e você já não vê razão,
não lhe resta um segundo...
Mas você, homem,
reflita como é infundo
o que transformou sua mão,
o que cria e preconiza,
é momentâneo, emociona,
mas, desmedia é a sua perdição.
Guerras, armas, destruição,
mortes, discriminação e dores,
fome, pestes, conspiração,
perseguições, violência, rumores..
Você, ser racional, homem,
esta do poço em seu fundo,
você, causou a sua extinção,
com suas palavras suaviza
o impacto da degradação..
você tem medo de si mesmo,
seu espelho sente sua angústia,
nas suas noites se confunde
com o monstro em que se tornou.
Você?
É o desequilíbrio do mundo.
(Noemi C. Prado)
Canetas porosas sobre papel sulfite t. A4
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Aprender a ver
Sabe aquele ditado popular "a beleza está nos olhos de quem vê"? pois bem, parecemos deixar nossas presunções tomar as rédeas da nossa vida. Passamos horas e horas supondo, analisando, planejando, e é aí que perdemos a prática da contemplação.
Contemplar, para mim, é perceber que somos nada, e ao mesmo tempo, obra das mãos de Deus.. É tentar tirar essa máscara complexa e racional e aprender a focar por outro ângulo. É inventar palavras. É cantar no chuveiro. É sorrir sozinho e com os amigos. É olhar para o céu. É não querer nada e querer tudo, ao mesmo tempo. É antes de mais nada o êxtase de sentir. É apreciar uma flor, mesmo ela estando murcha. É reconhecer-se no outro. É poder degustar as cores, acariciar almas, envolver-se de música. É não ter vergonha de nada disso. É ouvir os conselhos imaginários. É comunicar-se por alma. É não querer nada em troca. E tudo isso estará aí dentro do peito, um tesouro abstrato, que nada o alcança.
Pode parecer que tudo seja efêmero, mas, não apaguemos as essências tornando a vida um processo autômato.
Converse sobre nada (ou tudo), sobre coisas que goste. Abrace. Agradeça a Deus por estar onde esteja, adore-o. Surpreenda quem você ama. Durma com a consciência limpa. Não tenha medo de sonhar. Intensifique-se. Mergulhe-se. Seja autêntico. Seja original. Mas não siga modelos ou receitas, o bem mais precioso consiste em ser como se é, da sua maneira, do seu modo.
Você não pode ser eterno, nem levar nada consigo, aproveite o tempo com o que faz bem, para você e outrem. Tudo o que for construir, faça-o alicerçado no Amor!
Complete-se infinitamente em cada olhar.
Contemple.
(Noemi C. do Prado)
(Desenho Lápis de cor e canetas - tamanho A3- 2008 - inacabado)
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Concepção poética
E ela surge
destoada e retorcida
há quem a desmereça
pobre...
E ela vem...
de metáforas vestida
para que a reconheça
em sua forma desmedida.
Brutal,
não é feita do que se parece,
não é na delicadeza esculpida
só pela dor se reconhece.
Efêmera,
tal retrato é da vida,
já não há nada que careça,
ela surge, vem e passa,
sem graça...
algemas que sangram as feridas
e escorre em camada espessa
recobrindo a passagem do tempo
de vazio, amargo e nostalgia
fazendo-me que emudeça.
(Noemi C. do Prado)
(painel A1 tinta acrílica - 2010)
Estilhaços
esse meu "eu" tão ponderado..
Se na verdade percorro errante
os mesmos devaneios passados.
Há uma dor engasgada,
Há começo vão, não fim,
esse meu "eu" inconcluso
segue pulsando carmim.
Derramando-me.
Macerado.
Eu.
Irreparável. Intangível. Infecundo.
Essa minha solidez? Débil!
Esse meu "eu"? Desconsertado!
Sequer há uma justa razão,
por haver-me atado,
pés e mãos,
em oclusão de medos.
Ofuscando-me.
Calado.
Há abundância de nada,
Há um vazio sem fim,
esse meu "eu" figurado
esconde a ausência de mim.
Eu.
Inerte. Inóspito. Invisível.
(Noemi C. do Prado)
Eternidade
As pessoas falam muito mais o teu nome que você mesmo.
Passas o dia todo sendo observado.
Elas veem muito mais o teu rosto e o teu corpo do que ves tu,
naqueles poucos minutos frente ao espelho.
Mas aí dentro, nessa máquina fantástica,
é você que comanda, cria e conhece as regras...
E não importa a cor dos teus olhos,
o teu olhar faz do mundo o teu mundo.
Daí de dentro tudo é diferente.
Aí é você quem elege as personagens principais..
Você direciona a luz ao que prioriza.
E desta explosão interior uma sinfonia há.
Nem todos ouvem. Uma composição que nem todos admiram.
Ecoam vozes, brotam reações, sentimentos,
surgem ideias e ideais
que poucos,
seletos por um diálogo de almas,
podem tocar, sentir, compartilhar..
Para estes você realmente é..
Para aqueles você existe.
Esse mundo invisível sim é ilimitado.
O Tu que veem é passageiro.
O Tu que és, para sempre serás.
(Noemi C. do Prado)
Pais
Tenho medo, um medo tão real de não conseguir nunca transpor a eles o tanto que os amo. Não há sequer maneiras ou palavras para agradecê-los. As infinitas madrugadas em que minha mãe simplesmente abria a porta do quarto, observava se estava tudo bem, e saia..e eu, às vezes acordada, mas de olhos fechados, me sentia a pessoa mais protegida do mundo. Meu pai, por outro lado, tão resguardado, não elogiava nada frente a nós, os filhos, mas comentava com todos de seu trabalho cada conquista nossa.
Com eles aprendi a ser forte, não deixar força nenhuma estragar os nossos planos, e batalhar sempre em busca do melhor. Aprendi que antes de qualquer coisa é preciso amar. Amar o que se faz, amar como se faz e principalmente amar as pessoas. A empatia como o eixo das ações. A caridade acima de tudo. O detalhismo de minha mãe e suas exigências me tornaram essa pessoa crítica, perfeccionista, e que eu amo ser. A perseverança de meu pai me faz recomeçar do pó, não afundar-me mais, em cada erro. Agradeço hoje, pela educação que me deram, na possibilidade de estudar em boas escolas, mas ainda mais, na lição de vida.
Posso aprender continuamente com eles sem cansar-me. E o que mais me chama a atenção, para eles, sempre, serei eu a menina à trançar os cabelos, ou escovar os dentes.. e para mim, eles serão eternos refúgios.
Pai e mãe, hoje, um dia qualquer, que eu só posso amar ainda mais vocês,
Noemi.
Fluxos..
Gostaria de compartilhar aqui algumas de minhas criações, produções. Com o tempo terei aqui um caleidoscópio do Eu, afinal.. sou essa fusão sem fim, tudo que há dentro e fora de mim.
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