Tenho medo, um medo tão real de não conseguir nunca transpor a eles o tanto que os amo. Não há sequer maneiras ou palavras para agradecê-los. As infinitas madrugadas em que minha mãe simplesmente abria a porta do quarto, observava se estava tudo bem, e saia..e eu, às vezes acordada, mas de olhos fechados, me sentia a pessoa mais protegida do mundo. Meu pai, por outro lado, tão resguardado, não elogiava nada frente a nós, os filhos, mas comentava com todos de seu trabalho cada conquista nossa.
Com eles aprendi a ser forte, não deixar força nenhuma estragar os nossos planos, e batalhar sempre em busca do melhor. Aprendi que antes de qualquer coisa é preciso amar. Amar o que se faz, amar como se faz e principalmente amar as pessoas. A empatia como o eixo das ações. A caridade acima de tudo. O detalhismo de minha mãe e suas exigências me tornaram essa pessoa crítica, perfeccionista, e que eu amo ser. A perseverança de meu pai me faz recomeçar do pó, não afundar-me mais, em cada erro. Agradeço hoje, pela educação que me deram, na possibilidade de estudar em boas escolas, mas ainda mais, na lição de vida.
Posso aprender continuamente com eles sem cansar-me. E o que mais me chama a atenção, para eles, sempre, serei eu a menina à trançar os cabelos, ou escovar os dentes.. e para mim, eles serão eternos refúgios.
Pai e mãe, hoje, um dia qualquer, que eu só posso amar ainda mais vocês,
Noemi.

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