esse meu "eu" tão ponderado..
Se na verdade percorro errante
os mesmos devaneios passados.
Há uma dor engasgada,
Há começo vão, não fim,
esse meu "eu" inconcluso
segue pulsando carmim.
Derramando-me.
Macerado.
Eu.
Irreparável. Intangível. Infecundo.
Essa minha solidez? Débil!
Esse meu "eu"? Desconsertado!
Sequer há uma justa razão,
por haver-me atado,
pés e mãos,
em oclusão de medos.
Ofuscando-me.
Calado.
Há abundância de nada,
Há um vazio sem fim,
esse meu "eu" figurado
esconde a ausência de mim.
Eu.
Inerte. Inóspito. Invisível.
(Noemi C. do Prado)

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